Em eleições realizadas na noite do sábado, 17/1, delegados e delegadas do 35º Congresso da CNTE elegeram a Chapa 10 “Unidade para Lutar e Conquistar” com 93,76% dos votos para a Direção Executiva e o Conselho Fiscal da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) para o quadriênio 2026–2030. Com o resultado, Fátima Silva assume a presidência da entidade, dando início a um novo ciclo de lutas à frente da maior confederação de trabalhadores em educação da América Latina.
A chapa vencedora reúne uma aliança de forças políticas — entre elas ARTSIND, CSD, CTB, AE, MS, Avante, Intersindical e Bloco Alternativo — e assume com o compromisso de fortalecer a unidade da categoria diante dos desafios da conjuntura política e educacional. O Sepe RJ está representado na nova diretoria com as professoras Odisséia Pinto de Carvalho e Izabel Costa.
Também disputou o pleito a Chapa 20 – CNTE com Independência de Classe e Luta, formada por Educadores PSTU – CSP Conlutas, MLS, Democracia e Luta, Lute, CIP, CUT Pode Mais, OSL, MLC, CPE, Revolução Brasileira, Nossa Classe, Unidade Classista, Oposição Revolucionária e independentes.
Fátima Silva será a segunda mulher a presidir a CNTE, após Juçara Dutra Vieira (2002–2008), o que tem um peso simbólico para uma categoria formada majoritariamente por mulheres. “Não se trata apenas de ocupar um cargo, mas de reafirmar que as mulheres têm voz, têm história e têm papel central na luta sindical e na construção da educação pública brasileira”, afirmou.
Em seu discurso neste domingo, durante a cerimônia de encerramento do 35º Congresso, a nova presidenta lembrou sua trajetória no magistério de Coronel Sapucaia (MS) e sua origem como dirigente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS), por dois mandatos. Também lembrou que a luta contra o neoliberalismo e avanço da extrema-direita e do imperialismo não será fácil. “não viveremos dias fáceis e em calmaria. Por isso, precisamos estar juntos e nos apoiar, alimentar a esperança, estar presentes na nossa base social, porque é de lá que vem a nossa força”, afirmou a nova presidente da CNTE. Entre as prioridades anunciadas estão a resistência à Reforma Administrativa, a garantia do Piso Salarial Profissional Nacional com repercussão na carreira e a defesa da liberdade de cátedra
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