3 de agosto de 2026


 Aos profissionais da educação pública municipal de Itaboraí – Balanço da campanha salarial Iniciamos o ano de 2026 com a esperança de que a entrada de novos profissionais vindos através do concurso público fosse trazer mais força política para a nossa luta contra o governo de Marcelo Delaroli (PL). Isto de fato se deu. Depois da primeira assembleia de chamamento da categoria (assembleia online ocorrida em março), fizemos a segunda assembleia (presencial), em 14/04, a qual um quantitativo de participantes empolgante. A terceira assembleia, realizada em 05/05, deixou a direção do SEPE - Itaboraí ainda mais empolgada, visto que foi mais cheia do que a anterior. O governo municipal, comprovando mais uma vez o seu menosprezo pela educação pública e o seu propósito de matar qualquer iniciativa de luta política dos servidores, retaliou a categoria com os descontos nos contracheques dos profissionais que, corajosamente, aderiram às greves de 24 horas aprovadas em assembleia. Notamos como esse ataque abalou a categoria, que sentiu o peso dos descontos. Há motivo para isto, dado o baixíssimo salário que a prefeitura paga e o crescente custo de vida no país. Como consequência, as três assembleias seguintes tiveram um esvaziamento preocupante. Após o recesso de julho, esperamos encontrar a categoria com a vontade de luta e as forças renovadas para enfrentar esse desgoverno municipal. Motivo para isto nós temos. O DIEESE, a pedido do SEPE-Itaboraí, analisou a nossa defasagem salarial no período entre 2013 e 2026. Acumulamos perdas de 36,94% pelo INPC-IBGE!. Ou seja, para que o nosso salário retornasse ao poder de compra de janeiro de 2013, seria necessário um reajuste de 37% em junho de 2026. E isto não é aumento real nos vencimentos, é apenas recomposição de perda salarial. Lembramos que a única recomposição salarial feita por Marcelo Delaroli foi em 2022, de apenas 15%; muito aquém do necessário à época. Lembramos também que a previsão de verba do FUNDEB para Itaboraí, em 2026, supera R$ 220 milhões, são apenas 10 milhões a menos do que Maricá (“Vou fazer de Itaboraí uma nova Maricá”, disse Delaroli na campanha eleitoral). Como se isso não bastasse, nós ainda não temos um PCCR digno com a profissão. Mais um projeto engavetado por essa gestão política compromissada em achatar os profissionais da educação. E os problemas se acumulam: não temos o 1/3 de planejamento previsto em lei; o Piso Nacional do Magistério não beneficia os profissionais mais antigos da rede; o número de mediadores é insuficiente diante do aumento de matrículas de alunos com PcD - temos casos de uma profissional atendendo dois, três ou até quatro alunos; há unidades escolares sem sala de professores e com sérios problemas estruturais, apesar das reformas de fachada - muitas funcionam em casas alugadas e mal adaptadas para o trabalho pedagógico. Além disso, cresce o número de conflitos entre profissionais, estudantes e familiares, e aumenta o adoecimento físico e psicológico da categoria. Ainda estamos em campanha salarial, e a próxima assembleia será dia 18 de agosto, ela não pode repetir o quantitativo da última. Convocamos, desde já, todos e todas a encherem essa assembleia. Não há luta dos trabalhadores sem os trabalhadores em luta real e prática. Direção de sindicato não faz luta sozinha, ela dá o pontapé e toma as medidas políticas, jurídicas e logísticas necessárias e cabíveis. Do defeito (sic) municipal e do secretário de (des)educação podemos esperar mais descaso e perseguição. Lembre-se: a emancipação da classe trabalhadora será obra da própria classe trabalhadora. Direção

Colegiada do SEPE Núcleo de Itaboraí
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