5 de março de 2026

ATENÇÃO SEPE convoca rede estadual para assembleia geral híbrida no dia 7 de março

 


O Sepe convoca os profissionais da rede estadual para a primeira assembleia geral do ano, em formato híbrido, que será realizada no dia 7 de março, a partir das 10h, com a parte presencial sendo realizada no auditório do Sinpro-Rio (Rua Pedro Lessa, 25 – 2º andar). Para os profissionais que irão participar no formato online da plenária, o link de inscrição é o seguinte:

http://redeestadual.seperj.info

O Sepe lembra a importância da participação da categoria nesta primeira assembleia do ano, quando iremos discutir temas importantes e as estratégias de luta para a campanha salarial 2026 (os salários se encontram congelados completamente há três anos e as perdas salariais acumuladas de 2014 a 2025 exigem um reajuste de 56%).

Outros temas importantes para a discussão são o escândalo da liquidação do Banco Master e a utilização de recursos do Rioprevidência para aplicações de risco em letras financeiras nesta instituição; a continuação da luta pelo pagamento do restante da recomposição salarial (parcelas de 2023 e 2024), entre outras questões importantes da nossa pauta de reivindicações.

Participe presencialmente ou pelo formato online!


4 de março de 2026

Nota do Sepe sobre estupro coletivo contra estudante em Copacabana


4 de março de 2026

O caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, perpetrado por quatro adultos e um estudante menor de idade, é retrato chocante da realidade com que a sociedade brasileira tem se defrontado nos últimos anos, com o aumento de casos de feminicídio e ataques contra mulheres registrados em todo o país. Estes fatos registrados diariamente pela imprensa mostram que estamos vivendo uma alarmante epidemia deste tipo de episódio, caracterizado pela misoginia e pela sensação de impunidade para com aqueles que praticam este tipo de crime.

No caso de Copacabana, os criminosos são jovens adultos e um menor de idade, todos de classe média, com acesso a todo tipo de informação e às legislações referentes ao crime que cometeram. Mas isto não impediu que eles agissem e perpetrassem a violência contra a adolescente em plena luz do dia, dentro de um apartamento. E, por isso, merecem punição exemplar pelo crime que praticaram de forma consciente e planejada. Agora, a polícia começa a receber denúncias de outras jovens atacadas por eles em outras ocasiões, mostrando que existe um método, um modus operandi e uma sensação de impunidade da parte desses criminosos para a prática recorrente dos seus crimes.

Dois desses suspeitos já se entregaram à polícia na terça-feira (03/03) – os outros três ainda se encontravam foragidos até o final da manhã desta quarta-feira (04/3), quando mais dois se apresentaram na 13ª Delegacia Policial. Entre eles, um é filho de um subsecretário da pasta de Direitos Humanos do governo do Estado, exonerado ontem pelo Diário Oficial. Essa informação é importante para mostrar o quanto o problema da violência contra as mulheres atingiu é preocupante em nosso país, onde dados do Ministério da Justiça mostram que uma média diária de 4 mulheres são mortas no Brasil vítimas destes crimes de ódio. Em 2025, o país registrou um novo recorde histórico, com 1.470 feminicídios.

Se considerarmos o número total deste tipo de crime entre praticados e tentativas, o número ultrapassa 6,9 mil vítimas, uma alta de 34% em relação ao ano de 2024. Destas vítimas, 64% são mulheres negras e 70% tinham entre 18 e 44 anos. Estes dados alarmantes servem para mostrar que o caso deste estupro coletivo está inserido numa realidade que coloca a mulher e também as pessoas LGBTQIAP+ como alvo de práticas de violência que estampam as páginas diárias dos nossos noticiários.

Para ficarmos só nos casos de aumento da violência sexual contra mulheres no município do Rio de Janeiro, segundo a 5ª edição do Mapa da Mulher Carioca, da Prefeitura do Rio, somente em 2024 houve 5.700 notificações de violência contra adolescentes, com três em cada cinco casos de vítimas de violência sexual sendo meninas. Ainda de acordo com o estudo, as mulheres são a maioria das vítimas de ameaça (65,5%) e dos casos de lesão corporal no município: foram 42.107 em 2024, o equivalente a 64,9% dos registros. A violência sexual mantém o mesmo padrão: das 1.701 notificações, 85,8% tiveram mulheres como vítimas, com mais de mil envolvendo crianças e adolescentes; de 2020 a 2024, o registro de feminicídios triplicou no município, chegando a 51 casos consumados, além de 117 tentativas. Em dois terços dos casos, o autor era companheiro ou ex-companheiro (dados do Portal Brasil de Fato).

No mês passado, foi lançado em Brasília pelo governo federal o “Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio”, em reconhecimento de que a violência contra as mulheres no país é uma crise estrutural, que não pode ser enfrentada por ações isoladas – a divulgação do programa traz como uma das ideias centrais a necessidade de que os homens assumam a responsabilidade pelo fim do feminicídio.

Estudiosos também destacam a importância do diálogo com os meninos, estudantes, que vêm sendo cooptados por movimentos extremistas e de ódio contra as mulheres. A comunidade na qual os jovens estão inseridos tem papel central nesse processo, assim como, e cada vez mais, as redes sociais.

PESQUISA MOSTRA QUE PROBLEMA JÁ AFETA O COTIDIANO DAS ESCOLAS

Uma pesquisa recente (2025-2026) sobre as percepções da comunidade escolar sobre violência contra meninas, desenvolvida pelo Instituto Serenas, que atua com a prevenção das violências baseadas no Gênero no Brasil trouxe dados que mostram a necessidade e discutir este tema no cotidiano da escola. Segundo o estudo, no último semestre, 42% dos professores relataram ter testemunhado situações em que meninos tocaram ou acariciaram o corpo de meninas de forma desrespeitosa ou sem consentimento. Os que presenciaram alunos sensualizando meninas por conta da roupa ou comportamento delas representaram 23% dos respondentes.

Contudo, esse comportamento inadequado não vem apenas dos estudantes. O estudo apontou que mais da metade dos docentes ouvidos afirmaram já ter presenciado colegas fazendo comentários machistas e constrangedores a respeito do corpo das alunas e 15% deles relataram ter conhecimento sobre situações de assédio sexual de docentes contra alunas no último semestre.

Ainda segundo a pesquisa, 70% dos professores entrevistados presenciaram falas machistas ou assédio por parte dos alunos e a maioria deles não se sente capacitada para abordar este tipo de questão em sala de aula.

O Sepe se solidariza com a estudante vítima desse crime bárbaro e com todas as outras vítimas que registram ou não este tipo de agressão. A resolução desse crime e a punição dos culpados — dentro da lei — têm que ser exemplares. Como profissionais de educação que somos, defendemos uma mudança no repensar sobre a forma como a escola e os demais entes sociais enfrentam e tratam desse gravíssimo problema precisa estar na ordem do dia de professores e professoras e da sociedade como um todo.

Simplesmente punir e “dizer” que, ao final, está tudo certo, pois os culpados foram “encontrados”, certamente não resolverá o feminicídio e a violência de gênero.

Que o Brasil tome consciência de vez para a gravidade dos casos de ódio contra as mulheres, que têm como consequência o feminicídio e a violência sexual, como ocorreu agora na cidade do Rio de Janeiro, num bairro que é um dos cartões postais do país para o mundo; que o país acorde, mas não só em termos de punição, e sim também de novas formas de ensino e de ressocialização dos implicados; enfim, que a sociedade aceite de vez que precisa se curar.

No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, teremos mais uma edição do 8M, quando, mundialmente, são realizadas manifestações de rua em praticamente todo o mundo para exigir e garantir mais direitos para as mulheres. No Rio de Janeiro, o ato do 8M está marcado para a Praia de Copacabana, na altura do Posto 3 da Avenida Atlântica, a partir das 10h.

Que, em 2026, durante as manifestações e as passeatas que serão realizadas em todas as cidades a pauta da garantia à vida das mulheres e de todos aqueles(as) que sofrem cotidianamente com a violência de gênero se sobreponha ao repulsivo discurso de ódio contra a liberdade e a garantia de uma vida segura, longeva e digna para todos e todas.

Basta de violência contra a mulher.








Profissionais de educação vão participar do Ato do 8M no dia 8 de março na Praia de Copacabana

 


A Secretaria de Gênero e Defesa dos Direitos LGBTQIAPN+ do Sepe convoca os(as) profissionais de educação para participar do Ato 8M, que será realizado no dia 8 de março (próximo domingo), na Praia de Copacabana, marcando a passagem do Dia Internacional da Mulher. A concentração está marcada para as 10h, na Avenida Atlântica, altura do Posto 3.

Vivemos um momento histórico em que os direitos das mulheres e das pessoas LGBTQIAPN+ estão novamente sob ataque organizado. As chamadas políticas antigênero deixaram de ser discursos isolados para se consolidarem como um projeto político internacional articulado, que atua para desmontar direitos, censurar saberes, perseguir educadoras/es e restringir existências.

Não é acaso. É reação aos avanços conquistados pelos movimentos feministas, negros e LGBTQIAPN+. É a tentativa de restaurar uma ordem patriarcal, racista e autoritária que tem na escola pública um dos seus principais campos de disputa.

No Brasil e no mundo, governos de extrema-direita operam em rede para atacar direitos reprodutivos, políticas educacionais inclusivas e a própria democracia. No estado do Rio de Janeiro, enfrentamos cortes de orçamento, precarização da educação pública, desvalorização da categoria e ausência de políticas efetivas de enfrentamento à violência contra mulheres e crianças.

– Por isso, neste 8 de março, afirmamos com força:

– Pela vida das mulheres e crianças! Basta de feminicídio!

– Por mais orçamento e políticas públicas de enfrentamento às violências!

– Pelo fim da escala 6×1 e pelo direito ao bem viver!

– Por aborto legal, seguro e gratuito!

– Pela soberania dos povos, contra o imperialismo e o avanço autoritário!

– Cláudio Castro nunca mais!

Defender a vida das mulheres é defender educação pública, dignidade salarial, condições de trabalho e liberdade pedagógica. Defender gênero é defender a democracia. Defender a escola pública é enfrentar o projeto autoritário que tenta impor silêncios e medos.

As mulheres da educação estão em luta por nossas vidas, por nossas estudantes, por nossas crianças, por uma sociedade justa e igualitária. Convocamos toda a categoria para ocupar as ruas neste 8 de março! Porque quando as mulheres se levantam, a história se move.

 

TV Globo denunciou hoje (03/3) falta de luz no Ciep Ayrton Senna, na Rocinha

 

Regional 1 do Sepe fez protesto, no dia 26/2, contra a falta de condições de funcionamento do Ayrton Senna por causa dos problemas das instalações elétricas.


O telejornal Bom Dia Rio (TV Globo) de hoje (03) repercutiu uma denúncia do Sepe sobre os problemas nas instalações elétricas do Ciep Ayrton Senna, na Rocinha. A falta de luz, desde o início do ano letivo, está fazendo com que a escola, por determinação da SEEDUC, esteja funcionando com aulas no pátio e em horário reduzido. O jornal fez imagens das aulas acontecendo no pátio em forma de rodízio de turmas.

No dia 26 de fevereiro, a Regional 1 do Sepe chegou a realizar uma manifestação na porta da escola para exigir do governo do estado uma solução para os problemas da unidade, a única escola de ensino médio que atende os moradores da Rocinha e de várias comunidades do entorno. Na véspera do protesto, a fiação de uma das salas de aula entrou em curto e chegou a causar um pequeno incêndio. A falta de obras de reparo expõe alunos e professores ao risco de um incêndio de grandes proporções com perigo de vida para todos que frequentam o espaço. 

Na audiência com a direção do sindicato, realizada no dia 27 de fevereiro, a nova secretária Estadual de Educação, Luciana Vilaça, se comprometeu dar uma solução para o problema do Ciep Ayrton Senna.

Veja matéria do Bom Dia Rio da TV Globo pelo link abaixo (a partir do trecho 2h07m):
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/bom-dia-rio/

Nota do Sepe sobre morte de alunas em escola primária no Irã

 A nova rodada de ataques contra a República Islâmica do Irã, iniciada no último sábado (28/2), com ataques simultâneos das forças aéreas dos Estados Unidos e Israel contra alvos espalhados pelo país, já tem um saldo trágico e inaceitável como resultado parcial: segundo o Ministério da Educação iraniano, pelo menos 153 alunas foram mortas num bombardeio realizado a uma escola em Minab, na província de Hormozgan, no Sul do país. Além das mortes até o momento, pelo menos 95 meninas ficaram feridas no ataque, segundo as autoridades iranianas, que responsabilizam os americanos e israelenses pelo ataque.

Já no domingo, 1º de março, A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) condenou firmemente o bombardeio à escola, em meio à escalada dos conflitos por todo o Oriente Médio. A violência dos bombardeios, que estão atingindo diversos centros urbanos iranianos sob a desculpa de destruição de instalações militares e morte das lideranças políticas e militares do país, é uma séria ameaça contra a população civil dada a potência explosiva dos mísseis e bombas utilizadas pelas forças armadas agressoras – centenas de pessoas já morreram em poucos dias de ataques.

Em sua manifestação, a UNESCO cita explicitamente o Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Resolução 2601 (2021), que condena ataques a escolas em situações de conflito armado e reforça a obrigação das partes envolvidas de proteger ambientes educacionais. Não se pode admitir que as crianças não possam ter direito ao acesso à escola e à educação e as partes conflitantes deveriam ser as primeiras a zelar pela segurança dos estudantes e dos profissionais de educação.

O Sepe se solidariza com o povo iraniano e as famílias das meninas vitimadas neste bombardeio insano, que escapa a qualquer juízo de razão. Sob qualquer aspecto a morte destas crianças é imoral e inaceitável. Elas foram em busca da educação, do conhecimento, um direito humano universal e se depararam, dentro da escola, com uma bomba guiada, dotada de todos os requintes da moderna tecnologia da morte que o complexo industrial militar coloca nas mãos de tiranos, que ceifou suas vidas e as dos profissionais que ali trabalhavam.

Por mais que a mídia queira nos enganar com termos como “ataques cirúrgicos” contra alvos militares ou com videogames mostrando a trajetória das bombas e mísseis contra os alvos, como num filme de qualquer streaming, ninguém é idiota o suficiente para não entender que não existe qualquer possibilidade de “cirurgia localizada” contida numa ogiva de bomba ou míssil que carrega até uma tonelada de explosivos.

O resultado está aí para quem tiver olhos para ver: centenas de iranianos entre eles, uma centena e meia de meninas já perderam a vida estupidamente em dois dias em meio à tecnologia do massacre imposta por uma superpotência e seu parceiro de primeira hora contra civis indefesos e que não dispõem de bunkers para se abrigar dos invisíveis bombardeiros semeadores da morte.

Não podemos aceitar que a tradição do multilateralismo e da priorização da negociação diplomática, marca dos organismos criados depois de 1945, após a 2ª Guerra Mundial, passe a ser escanteada e substituída pela guerra total para a obtenção de objetivos políticos, estratégicos ou econômicos – organismos criados exatamente para evitar que guerras se sobreponham à diplomacia. Este tipo de atitude tem sido o carro chefe da política externa do governo Trump, seja invadindo um país para sequestrar seu presidente, seja bombardeando cidades para matar seus líderes civis ou religiosos. 

A vida humana vale muito mais que isso.

Com isso, o Sepe se solidariza com os familiares das estudantes mortas no Irã.

SEPE convoca rede estadual para assembleia geral híbrida no dia 7 de março

 


O Sepe convoca os profissionais da rede estadual para a primeira assembleia geral do ano, em formato híbrido, que será realizada no dia 7 de março, a partir das 10h, com a parte presencial sendo realizada no auditório do sindicato (Rua Evaristo da Veiga, 55 – 7º andar). Para os profissionais que irão participar no formato online da plenária, o link de inscrição é o seguinte:

http://redeestadual.seperj.info

O Sepe lembra a importância da participação da categoria nesta primeira assembleia do ano, quando iremos discutir temas importantes e as estratégias de luta para a campanha salarial 2026 (os salários se encontram congelados há três anos e as perdas salariais acumuladas de 2014 a 2025 ultrapassam a casa dos 35%).
Outros temas importantes para a discussão são a implementação do Diário Eletrônico Online; o escândalo da liquidação do Banco Master e a utilização de recursos do Rioprevidência para aplicações de risco em letras financeiras nesta instituição; a continuação da luta pelo pagamento do restante da recomposição salarial (parcelas de 2023 e 2024), entre outras questões importantes da nossa pauta de reivindicações.

 

Participe presencialmente ou pelo formato online!

10 de fevereiro de 2026

POLÍCIA FEDERAL REALIZA OPERAÇÃO CONTRA PRESIDENTE E DIRETORES DO RIOPREVIDÊNCIA

 


A Polícia Federal está realizando uma operação na manhã de hoje (23) contra o presidente do Rioprevidência, Denis Marcon Antunes. A operação, denominada “Barco de Papel” visa investigar aportes de cerca de R$ 1 bilhão da autarquia no Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado em meio a uma série de escândalos sobre sobre fraudes financeiras e investimentos de fundos de pensão de servidores, bancos estatais e políticos do chamado Centrão naquela instituição financeira. Outros dois diretores do órgão e a própria autarquia também são alvos de mandados de busca e apreensão.
O Rioprevidência teve seu nome ligado aos escândalos do Master logo nos primeiros momentos da crise que culminou com a liquidação do banco e com a prisão do seu presidente, Daniel Vorcaro, depois solto por meio de um habeas corpus concedido pela Justiça Federal. Os quatro mandados de busca e apreensão são contra os seguintes dirigentes do fundo de previdência dos servidores estaduais do estado do Rio de Janeiro: Deivis Marcon Antunes, diretor-presidente do fundo; Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de investimentos; Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor de investimentos interino; e própria Rioprevidência, ou seja, agentes cumprem mandados na sede da instituição.
Em reportagem publicado pelo portal G1, uma testemunha disse que os investimentos do Rioprevidência no Banco Master cresceram sete vezes em um ano, sem aval do comitê gestor da instituição. Na mesma matéria é mostrado que uma auditoria do TCE apontou suspeita de crimes na gestão do Rioprevidência e alertou sobre riscos antes da prisão do presidente do Master, Daniel Vorcaro.
Segundo a PF, a investigação foi iniciada ainda no mês de novembro do ano passado e o objetivo é apurar a suspeita de que a cúpula do Rioprevidência expôs os recursos destinados para o pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores a risco elevado e incompatível com a sua finalidade. Ao todo são investigadas nove operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, nas quais foram utilizados R$ 970 milhões em recursos do caixa do Rioprevidência para aplicações em letras financeiras emitidas pelo banco agora liquidado, sem garantias de retorno.
O Sepe lamenta que o Governo do Estado do Rio de Janeiro, responsável pela nomeação dos diretores agora investigados e integrante do PL, um dos partidos ligados ao Centrão, tenha permitido ou se envolvido na articulação na série de operações financeiras envolvendo o Rioprevidência e um banco sabidamente com problemas de gestão dos fundos por ele captados. Apesar de alertas do TCE e de outras autoridades do setor financeiro, Cláudio Castro, assim como outros governadores, prefeitos e políticos do Centrão, continuaram despejando os recursos do caixa do Rioprevidência, responsável pelo pagamento de pensões e aposentadorias para mais de 240 mil servidores aposentados, numa instituição sem qualquer solidez financeira e que acabou liquidada pelo Banco Central.
Para o sindicato, é necessária a investigação e apuração de todos os fatos, envolvendo a gestão temerária de recursos do nosso fundo de pensão e a responsabilização de todos aqueles, direção da instituição e políticos que tiveram influência na sua nomeação, para que possam pagar pelo mau uso de dinheiro público e pelo envolvimento no verdadeiro escândalo que cerca os investimentos no falido Banco Master.

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