6 de março de 2026

Sepe repudia declaração do governador sobre não concessão de reajuste neste ano

 O Sepe RJ lamenta a afirmação do governador Cláudio Castro em evento realizado na Região dos Lagos ontem (5), quando afirmou que não haverá recomposição salarial aos servidores estaduais neste momento. Segundo Castro, a concessão do reajuste para servidores neste ano é uma medida inviável diante da situação fiscal do estado. Mais uma vez, o governador admite publicamente que o servidor estadual e a nossa valorização profissional nunca foram uma prioridade da sua gestão desastrosa.

A  declaração foi dada durante a inauguração de uma base do Segurança Presente, em Iguaba Grande, na Região dos Lagos, confirmando a necessidade de mobilização do conjunto do funcionalismo estadual para obrigar o governador a repor as perdas inflacionárias dos últimos anos (há três anos, os servidores não têm qualquer reajuste) e a pagar as parcelas restantes da recomposição das perdas de 2017 a 2021, aprovada ne Alerj no final de 2021 e da qual foi paga somente a primeira parcela (13,05% de um total de 26%).

O governador alega que a razão para o arrocho dos servidores são as dívidas e a crise do Tesouro do estado. Segundo Castro, o déficit estimado é de cerca de R$ 19 bilhões, sendo que R$ 14 bilhões seriam ligados à renegociação da dívida com a União.

Mas a verdade é que Cláudio Castro mente ao alegar limitações na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para não conceder o reajuste. Segundo o deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), o estado teria uma margem orçamentária no orçamento com pessoal de cerca de R$ 4 bilhões disponíveis neste ano de 2026 para a concessão da recomposição da inflação. O deputado afirma que o custo do calote da recomposição de 13,05% que deixou de ser paga nos anos de 2023 e 2024 em duas parcelas que restaram seria de menos de R$ 3 bilhões e que sobraria dinheiro até para a concessão de reajuste das perdas de 2025.

O deputado lembra que o estado do Rio de Janeiro já violou o Regime de Recuperação Fiscal 47 vezes desde 2022, uma prova irrefutável de que, quando o governador quer, o estado tem dinheiro para gastar, mas não para fazer justiça com o funcionalismo que, há anos, sofre com a falta de reajustes capazes de diminuir as perdas com a inflação.

O Sepe lembra, que na primeira audiência com a nova secretária de estado de Educação, Luciana Calaça, no dia 27 de fevereiro, apresentamos, entre outras questões,  as reivindicações da categoria sobre a pauta salarial e a secretária assumiu o compromisso de tentar agendar uma audiência com a Secretaria de Estado de Fazenda com o Sepe para discutir as perdas salariais e a questão do piso nacional do magistério.

Para o sindicato, a desculpa do governo do estado, que justifica a falta de recomposição salarial como uma questão de responsabilidade fiscal, não se sustenta. Haja vista as denúncias que marcaram a gestão de Cláudio Castro à frente do Palácio Guanabara sobre desvios de verbas e má gestão financeira na própria secretaria de Educação, com compras superfaturadas e sem licitação e utilização do Sistema Descentralizado de Pagamento para obras de fachada nas escolas estaduais ao custo de R$ 1 bilhão nos últimos dois anos. Lembramos também o escândalo envolvendo as aplicações do dinheiro do caixa do Rioprevidência para investimentos no liquidado Banco Master em foi utilizado quase R$ 1 bilhão para a compra de letras financeiras da instituição financeira investigada pelo Banco Central e pela Polícia Federal por irregularidades nas suas operações.  

Neste sábado, dia 7 de março, a rede estadual terá uma assembleia híbrida (parte presencial no auditório do Sinpro-RJ – Rua Pedro Lessa 35 – auditório Paulo Freire – 2º andar – Cinelândia), às 10h. Nesta primeira plenária do ano, iremos discutir a campanha salarial de 2026 e, também, esta negativa do governador de não conceder recomposição ou reajuste salarial. Participe e ajude na mobilização da categoria para obrigar Cláudio Castro a fazer justiça, pagando o restante da recomposição, dando reajuste e regularizando a situação do piso do magistério com a utilização do nosso plano de carreira.

Para os profissionais que irão participar online, deve ser utilizado o link abaixo:

http://redeestadual.seperj.info/

UERJ publicou edital para seleção de candidatos a curso de aperfeiçoamento

 A UERJ publicou edital para seleção de candidatos ao curso de aperfeiçoamento “Fundamentos da Educação: Currículo e Didática”, com carga horária de 180 horas e oferta na modalidade on-line.

O curso é promovido pelo Instituto Multidisciplinar de Formação Humana com Tecnologias (IFHT), por meio do Programa de Desenvolvimento e Educação – Theotônio dos Santos.
As inscrições estarão abertas de 6 a 21 de março, com taxa de R$ 49, e o início das aulas está previsto para 9 de abril.
Ao todo, são oferecidas 55 vagas destinadas a profissionais da educação com curso superior completo, distribuídas entre docentes da rede estadual do Rio de Janeiro, outras redes públicas, rede privada, público uruguaio e servidores da UERJ. Parte das vagas é reservada para ações afirmativas, incluindo candidatos negros e indígenas, pessoas em situação de hipossuficiência econômica e pessoas com deficiência. A seleção será realizada por análise de títulos e experiência profissional, com pontuação máxima de 100 pontos.

Sepe se solidariza com a greve da rede estadual de Minas Gerais

 5 de março de 2026

O Sepe se solidariza com os profissionais da rede estadual de ensino de Minas Gerais, que entraram em greve ontem (4). A deflagração do movimento é fruto da mobilização da categoria, diante da negligência do governador Romeu Zema (NOVO) em relação às reivindicações da educação pública, tais como melhores condições de trabalho e valorização profissional.

Os profissionais das escolas estaduais mineiras reivindicam o cumprimento da Lei do Piso Salarial Nacional para todos os trabalhadores da educação e o reajuste salarial para assegurar a reposição das perdas inflacionárias acumuladas, que já chegam a 41,83%, correspondentes às perdas de 2019 a 2025. No tocante às condições de trabalho, os profissionais em greve reivindicam infraestrutura adequada nas escolas e garantia de materiais pedagógicos para garantir uma educação pública de qualidade.

Veja pelo PDF abaixo a nota pública da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) de apoio à greve da rede estadual de Minas Gerais, divulgada pela entidade no dia 04 de março:

Secretaria de Gênero e Defesa dos Direitos LGBTQIAPN+ do Sepe lança edital para mural artivista em homenagem ao 8 de Março

 A Secretaria de Gênero e Defesa dos Direitos LGBTQIAPN+, do Sepe, está selecionando, através do Edital de Chamamento Público nº 001/2026, propostas artístico-culturais destinadas à criação de um mural artivista, em celebração ao Dia Internacional da Mulher, o 8M.

O sindicato, com essa iniciativa, quer valorizar produções que dialoguem com as pautas do movimento feminista e com o enfrentamento à violência de gênero no Brasil.

Podem participar educadoras filiadas ao Sepe – concursadas ou contratadas das redes públicas ou privadas de ensino, além de profissionais da educação fora de rede, desde que estejam em dia com a contribuição sindical do Sepe.

As inscrições serão realizadas entre os dias 8 e 29 de março de 2026.

O projeto vencedor receberá subsídio para a execução do mural, que poderá ter até 20 metros quadrados e será instalado em local a ser definido pelo sindicato.

Todas as etapas do processo seletivo e os resultados serão divulgados no site e nas redes sociais oficiais do Sepe.

Edital da seleção.

Formulário de inscrição.

Sepe se reúne com a SEEDUC para discutir a pauta pedagógica da categoria

Audiência do Sepe com a SEEDUC dia 04/03 discutiu pauta pedagógica

A diretoria do Sepe teve audiência com a Secretaria de Estado de Educação do RJ (SEEDUC), na tarde desta quarta-feira, dia 04/03. A subsecretária de Gestão de Ensino, Daniela Pereira Vasques, representou a SEEDUC, que contou com outros integrantes de sua equipe.

A reunião foi iniciada com a diretoria do Sepe cobrando a respeito da pauta econômica – implementação do Piso Nacional do Magistério e do piso dos Funcionários e o pagamento da recomposição salarial. Foi lembrado inclusive que, na audiência anterior com o sindicato, realizada dia 27/02, a então recém empossada secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça, se comprometeu a discutir com a Secretaria de Fazenda a pauta econômica reivindicada pelo sindicato. O sindicato também abordou o calendário da rede estadual.

Em seguida, foram discutidos os demais temas, em sua maioria, relativos às questões pedagógicas. A seguir, relatamos os pontos que foram discutidos:

  • Diário online: foi publicada no Diário Oficial do Estado, no dia 02/03, a revogação da resolução que criou o Diário Eletrônico da rede. A revogação havia sido anunciada pela nova secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça, em audiência com o Sepe, na última sexta-feira (27/02). Já na reunião desta quarta-feira (04), a SEEDUC informou:

– O sistema do Diário Online será revisado pela TI da SEEDUC;

– Assim que a revisão estiver pronta, haverá um período de transição para os lançamentos obrigatórios;

– Serão implementadas melhorias no sistema em um período de testes.

– A obrigatoriedade do lançamento das notas só ocorrerá quando os problemas técnicos forem resolvidos;

– Haverá diálogo com a rede para sugestões de modificações;

  • Matriz Curricular 2027: haverá diálogo com a rede para construir a matriz curricular de 2027, com a realização de reuniões periódicas. A secretaria pretende apresentar um plano inicial para dar início à discussão.

Animação cultural: a SEEDUC fará uma reunião específica com a Animação Cultural; a SEEDUC irá aguardar orientações para regular as ações de animação cultural; o GT da Animação Cultural será reativado e será revisto tudo o que foi proposto anteriormente;

  • Inclusão: será feita uma revisão dos contratos do programa de inclusão; também será realizada uma reunião com a Superintendência da Educação Especial. Sobre os Cuidadores de Pessoas com Deficiência (PCD), será rescindido o contrato com a Positiva e todos os trabalhadores serão recontratados por outra empresa;

  • Saúde do professor da educação: a SEEDUC informou que está formando equipes para desenvolver um plano de trabalho com as demandas dos profissionais da educação.

Além disso, a SEEDUC falou sobre as demandas da rede e informou que apresentará estatísticas na próxima reunião.

Já está agendada uma nova audiência com a SEEDUC para o dia 8 de abril

5 de março de 2026

ATENÇÃO SEPE convoca rede estadual para assembleia geral híbrida no dia 7 de março

 


O Sepe convoca os profissionais da rede estadual para a primeira assembleia geral do ano, em formato híbrido, que será realizada no dia 7 de março, a partir das 10h, com a parte presencial sendo realizada no auditório do Sinpro-Rio (Rua Pedro Lessa, 25 – 2º andar). Para os profissionais que irão participar no formato online da plenária, o link de inscrição é o seguinte:

http://redeestadual.seperj.info

O Sepe lembra a importância da participação da categoria nesta primeira assembleia do ano, quando iremos discutir temas importantes e as estratégias de luta para a campanha salarial 2026 (os salários se encontram congelados completamente há três anos e as perdas salariais acumuladas de 2014 a 2025 exigem um reajuste de 56%).

Outros temas importantes para a discussão são o escândalo da liquidação do Banco Master e a utilização de recursos do Rioprevidência para aplicações de risco em letras financeiras nesta instituição; a continuação da luta pelo pagamento do restante da recomposição salarial (parcelas de 2023 e 2024), entre outras questões importantes da nossa pauta de reivindicações.

Participe presencialmente ou pelo formato online!


4 de março de 2026

Nota do Sepe sobre estupro coletivo contra estudante em Copacabana


4 de março de 2026

O caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, perpetrado por quatro adultos e um estudante menor de idade, é retrato chocante da realidade com que a sociedade brasileira tem se defrontado nos últimos anos, com o aumento de casos de feminicídio e ataques contra mulheres registrados em todo o país. Estes fatos registrados diariamente pela imprensa mostram que estamos vivendo uma alarmante epidemia deste tipo de episódio, caracterizado pela misoginia e pela sensação de impunidade para com aqueles que praticam este tipo de crime.

No caso de Copacabana, os criminosos são jovens adultos e um menor de idade, todos de classe média, com acesso a todo tipo de informação e às legislações referentes ao crime que cometeram. Mas isto não impediu que eles agissem e perpetrassem a violência contra a adolescente em plena luz do dia, dentro de um apartamento. E, por isso, merecem punição exemplar pelo crime que praticaram de forma consciente e planejada. Agora, a polícia começa a receber denúncias de outras jovens atacadas por eles em outras ocasiões, mostrando que existe um método, um modus operandi e uma sensação de impunidade da parte desses criminosos para a prática recorrente dos seus crimes.

Dois desses suspeitos já se entregaram à polícia na terça-feira (03/03) – os outros três ainda se encontravam foragidos até o final da manhã desta quarta-feira (04/3), quando mais dois se apresentaram na 13ª Delegacia Policial. Entre eles, um é filho de um subsecretário da pasta de Direitos Humanos do governo do Estado, exonerado ontem pelo Diário Oficial. Essa informação é importante para mostrar o quanto o problema da violência contra as mulheres atingiu é preocupante em nosso país, onde dados do Ministério da Justiça mostram que uma média diária de 4 mulheres são mortas no Brasil vítimas destes crimes de ódio. Em 2025, o país registrou um novo recorde histórico, com 1.470 feminicídios.

Se considerarmos o número total deste tipo de crime entre praticados e tentativas, o número ultrapassa 6,9 mil vítimas, uma alta de 34% em relação ao ano de 2024. Destas vítimas, 64% são mulheres negras e 70% tinham entre 18 e 44 anos. Estes dados alarmantes servem para mostrar que o caso deste estupro coletivo está inserido numa realidade que coloca a mulher e também as pessoas LGBTQIAP+ como alvo de práticas de violência que estampam as páginas diárias dos nossos noticiários.

Para ficarmos só nos casos de aumento da violência sexual contra mulheres no município do Rio de Janeiro, segundo a 5ª edição do Mapa da Mulher Carioca, da Prefeitura do Rio, somente em 2024 houve 5.700 notificações de violência contra adolescentes, com três em cada cinco casos de vítimas de violência sexual sendo meninas. Ainda de acordo com o estudo, as mulheres são a maioria das vítimas de ameaça (65,5%) e dos casos de lesão corporal no município: foram 42.107 em 2024, o equivalente a 64,9% dos registros. A violência sexual mantém o mesmo padrão: das 1.701 notificações, 85,8% tiveram mulheres como vítimas, com mais de mil envolvendo crianças e adolescentes; de 2020 a 2024, o registro de feminicídios triplicou no município, chegando a 51 casos consumados, além de 117 tentativas. Em dois terços dos casos, o autor era companheiro ou ex-companheiro (dados do Portal Brasil de Fato).

No mês passado, foi lançado em Brasília pelo governo federal o “Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio”, em reconhecimento de que a violência contra as mulheres no país é uma crise estrutural, que não pode ser enfrentada por ações isoladas – a divulgação do programa traz como uma das ideias centrais a necessidade de que os homens assumam a responsabilidade pelo fim do feminicídio.

Estudiosos também destacam a importância do diálogo com os meninos, estudantes, que vêm sendo cooptados por movimentos extremistas e de ódio contra as mulheres. A comunidade na qual os jovens estão inseridos tem papel central nesse processo, assim como, e cada vez mais, as redes sociais.

PESQUISA MOSTRA QUE PROBLEMA JÁ AFETA O COTIDIANO DAS ESCOLAS

Uma pesquisa recente (2025-2026) sobre as percepções da comunidade escolar sobre violência contra meninas, desenvolvida pelo Instituto Serenas, que atua com a prevenção das violências baseadas no Gênero no Brasil trouxe dados que mostram a necessidade e discutir este tema no cotidiano da escola. Segundo o estudo, no último semestre, 42% dos professores relataram ter testemunhado situações em que meninos tocaram ou acariciaram o corpo de meninas de forma desrespeitosa ou sem consentimento. Os que presenciaram alunos sensualizando meninas por conta da roupa ou comportamento delas representaram 23% dos respondentes.

Contudo, esse comportamento inadequado não vem apenas dos estudantes. O estudo apontou que mais da metade dos docentes ouvidos afirmaram já ter presenciado colegas fazendo comentários machistas e constrangedores a respeito do corpo das alunas e 15% deles relataram ter conhecimento sobre situações de assédio sexual de docentes contra alunas no último semestre.

Ainda segundo a pesquisa, 70% dos professores entrevistados presenciaram falas machistas ou assédio por parte dos alunos e a maioria deles não se sente capacitada para abordar este tipo de questão em sala de aula.

O Sepe se solidariza com a estudante vítima desse crime bárbaro e com todas as outras vítimas que registram ou não este tipo de agressão. A resolução desse crime e a punição dos culpados — dentro da lei — têm que ser exemplares. Como profissionais de educação que somos, defendemos uma mudança no repensar sobre a forma como a escola e os demais entes sociais enfrentam e tratam desse gravíssimo problema precisa estar na ordem do dia de professores e professoras e da sociedade como um todo.

Simplesmente punir e “dizer” que, ao final, está tudo certo, pois os culpados foram “encontrados”, certamente não resolverá o feminicídio e a violência de gênero.

Que o Brasil tome consciência de vez para a gravidade dos casos de ódio contra as mulheres, que têm como consequência o feminicídio e a violência sexual, como ocorreu agora na cidade do Rio de Janeiro, num bairro que é um dos cartões postais do país para o mundo; que o país acorde, mas não só em termos de punição, e sim também de novas formas de ensino e de ressocialização dos implicados; enfim, que a sociedade aceite de vez que precisa se curar.

No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, teremos mais uma edição do 8M, quando, mundialmente, são realizadas manifestações de rua em praticamente todo o mundo para exigir e garantir mais direitos para as mulheres. No Rio de Janeiro, o ato do 8M está marcado para a Praia de Copacabana, na altura do Posto 3 da Avenida Atlântica, a partir das 10h.

Que, em 2026, durante as manifestações e as passeatas que serão realizadas em todas as cidades a pauta da garantia à vida das mulheres e de todos aqueles(as) que sofrem cotidianamente com a violência de gênero se sobreponha ao repulsivo discurso de ódio contra a liberdade e a garantia de uma vida segura, longeva e digna para todos e todas.

Basta de violência contra a mulher.








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