4 de março de 2026

Profissionais de educação vão participar do Ato do 8M no dia 8 de março na Praia de Copacabana

 


A Secretaria de Gênero e Defesa dos Direitos LGBTQIAPN+ do Sepe convoca os(as) profissionais de educação para participar do Ato 8M, que será realizado no dia 8 de março (próximo domingo), na Praia de Copacabana, marcando a passagem do Dia Internacional da Mulher. A concentração está marcada para as 10h, na Avenida Atlântica, altura do Posto 3.

Vivemos um momento histórico em que os direitos das mulheres e das pessoas LGBTQIAPN+ estão novamente sob ataque organizado. As chamadas políticas antigênero deixaram de ser discursos isolados para se consolidarem como um projeto político internacional articulado, que atua para desmontar direitos, censurar saberes, perseguir educadoras/es e restringir existências.

Não é acaso. É reação aos avanços conquistados pelos movimentos feministas, negros e LGBTQIAPN+. É a tentativa de restaurar uma ordem patriarcal, racista e autoritária que tem na escola pública um dos seus principais campos de disputa.

No Brasil e no mundo, governos de extrema-direita operam em rede para atacar direitos reprodutivos, políticas educacionais inclusivas e a própria democracia. No estado do Rio de Janeiro, enfrentamos cortes de orçamento, precarização da educação pública, desvalorização da categoria e ausência de políticas efetivas de enfrentamento à violência contra mulheres e crianças.

– Por isso, neste 8 de março, afirmamos com força:

– Pela vida das mulheres e crianças! Basta de feminicídio!

– Por mais orçamento e políticas públicas de enfrentamento às violências!

– Pelo fim da escala 6×1 e pelo direito ao bem viver!

– Por aborto legal, seguro e gratuito!

– Pela soberania dos povos, contra o imperialismo e o avanço autoritário!

– Cláudio Castro nunca mais!

Defender a vida das mulheres é defender educação pública, dignidade salarial, condições de trabalho e liberdade pedagógica. Defender gênero é defender a democracia. Defender a escola pública é enfrentar o projeto autoritário que tenta impor silêncios e medos.

As mulheres da educação estão em luta por nossas vidas, por nossas estudantes, por nossas crianças, por uma sociedade justa e igualitária. Convocamos toda a categoria para ocupar as ruas neste 8 de março! Porque quando as mulheres se levantam, a história se move.

 

TV Globo denunciou hoje (03/3) falta de luz no Ciep Ayrton Senna, na Rocinha

 

Regional 1 do Sepe fez protesto, no dia 26/2, contra a falta de condições de funcionamento do Ayrton Senna por causa dos problemas das instalações elétricas.


O telejornal Bom Dia Rio (TV Globo) de hoje (03) repercutiu uma denúncia do Sepe sobre os problemas nas instalações elétricas do Ciep Ayrton Senna, na Rocinha. A falta de luz, desde o início do ano letivo, está fazendo com que a escola, por determinação da SEEDUC, esteja funcionando com aulas no pátio e em horário reduzido. O jornal fez imagens das aulas acontecendo no pátio em forma de rodízio de turmas.

No dia 26 de fevereiro, a Regional 1 do Sepe chegou a realizar uma manifestação na porta da escola para exigir do governo do estado uma solução para os problemas da unidade, a única escola de ensino médio que atende os moradores da Rocinha e de várias comunidades do entorno. Na véspera do protesto, a fiação de uma das salas de aula entrou em curto e chegou a causar um pequeno incêndio. A falta de obras de reparo expõe alunos e professores ao risco de um incêndio de grandes proporções com perigo de vida para todos que frequentam o espaço. 

Na audiência com a direção do sindicato, realizada no dia 27 de fevereiro, a nova secretária Estadual de Educação, Luciana Vilaça, se comprometeu dar uma solução para o problema do Ciep Ayrton Senna.

Veja matéria do Bom Dia Rio da TV Globo pelo link abaixo (a partir do trecho 2h07m):
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/bom-dia-rio/

Nota do Sepe sobre morte de alunas em escola primária no Irã

 A nova rodada de ataques contra a República Islâmica do Irã, iniciada no último sábado (28/2), com ataques simultâneos das forças aéreas dos Estados Unidos e Israel contra alvos espalhados pelo país, já tem um saldo trágico e inaceitável como resultado parcial: segundo o Ministério da Educação iraniano, pelo menos 153 alunas foram mortas num bombardeio realizado a uma escola em Minab, na província de Hormozgan, no Sul do país. Além das mortes até o momento, pelo menos 95 meninas ficaram feridas no ataque, segundo as autoridades iranianas, que responsabilizam os americanos e israelenses pelo ataque.

Já no domingo, 1º de março, A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) condenou firmemente o bombardeio à escola, em meio à escalada dos conflitos por todo o Oriente Médio. A violência dos bombardeios, que estão atingindo diversos centros urbanos iranianos sob a desculpa de destruição de instalações militares e morte das lideranças políticas e militares do país, é uma séria ameaça contra a população civil dada a potência explosiva dos mísseis e bombas utilizadas pelas forças armadas agressoras – centenas de pessoas já morreram em poucos dias de ataques.

Em sua manifestação, a UNESCO cita explicitamente o Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Resolução 2601 (2021), que condena ataques a escolas em situações de conflito armado e reforça a obrigação das partes envolvidas de proteger ambientes educacionais. Não se pode admitir que as crianças não possam ter direito ao acesso à escola e à educação e as partes conflitantes deveriam ser as primeiras a zelar pela segurança dos estudantes e dos profissionais de educação.

O Sepe se solidariza com o povo iraniano e as famílias das meninas vitimadas neste bombardeio insano, que escapa a qualquer juízo de razão. Sob qualquer aspecto a morte destas crianças é imoral e inaceitável. Elas foram em busca da educação, do conhecimento, um direito humano universal e se depararam, dentro da escola, com uma bomba guiada, dotada de todos os requintes da moderna tecnologia da morte que o complexo industrial militar coloca nas mãos de tiranos, que ceifou suas vidas e as dos profissionais que ali trabalhavam.

Por mais que a mídia queira nos enganar com termos como “ataques cirúrgicos” contra alvos militares ou com videogames mostrando a trajetória das bombas e mísseis contra os alvos, como num filme de qualquer streaming, ninguém é idiota o suficiente para não entender que não existe qualquer possibilidade de “cirurgia localizada” contida numa ogiva de bomba ou míssil que carrega até uma tonelada de explosivos.

O resultado está aí para quem tiver olhos para ver: centenas de iranianos entre eles, uma centena e meia de meninas já perderam a vida estupidamente em dois dias em meio à tecnologia do massacre imposta por uma superpotência e seu parceiro de primeira hora contra civis indefesos e que não dispõem de bunkers para se abrigar dos invisíveis bombardeiros semeadores da morte.

Não podemos aceitar que a tradição do multilateralismo e da priorização da negociação diplomática, marca dos organismos criados depois de 1945, após a 2ª Guerra Mundial, passe a ser escanteada e substituída pela guerra total para a obtenção de objetivos políticos, estratégicos ou econômicos – organismos criados exatamente para evitar que guerras se sobreponham à diplomacia. Este tipo de atitude tem sido o carro chefe da política externa do governo Trump, seja invadindo um país para sequestrar seu presidente, seja bombardeando cidades para matar seus líderes civis ou religiosos. 

A vida humana vale muito mais que isso.

Com isso, o Sepe se solidariza com os familiares das estudantes mortas no Irã.

SEPE convoca rede estadual para assembleia geral híbrida no dia 7 de março

 


O Sepe convoca os profissionais da rede estadual para a primeira assembleia geral do ano, em formato híbrido, que será realizada no dia 7 de março, a partir das 10h, com a parte presencial sendo realizada no auditório do sindicato (Rua Evaristo da Veiga, 55 – 7º andar). Para os profissionais que irão participar no formato online da plenária, o link de inscrição é o seguinte:

http://redeestadual.seperj.info

O Sepe lembra a importância da participação da categoria nesta primeira assembleia do ano, quando iremos discutir temas importantes e as estratégias de luta para a campanha salarial 2026 (os salários se encontram congelados há três anos e as perdas salariais acumuladas de 2014 a 2025 ultrapassam a casa dos 35%).
Outros temas importantes para a discussão são a implementação do Diário Eletrônico Online; o escândalo da liquidação do Banco Master e a utilização de recursos do Rioprevidência para aplicações de risco em letras financeiras nesta instituição; a continuação da luta pelo pagamento do restante da recomposição salarial (parcelas de 2023 e 2024), entre outras questões importantes da nossa pauta de reivindicações.

 

Participe presencialmente ou pelo formato online!

AddThis Smart Layers